(1) Numa sexta-feira, dia em que estou em casa de manhã, fui chamada, em cima da hora, pela coordenadora do Ensino Médio, para cobrir a falta de um professor. Antônio ainda estava dormindo quando saí. Ao acordar ficou meio manhoso: "Cadê minha mãe? Quero minha mãe..." choramingou.
Meu pai, então, na tentativa de acalmá-lo, lhe disse: "O, Antônio, sua mãe está trabalhando... Afinal de contas ela precisa ganhar um dinheirinho para comprar umas coisas pra você e João. Você não gosta de tomar sorvete, picolé? Então, ela tem que trabalhar..."
A resposta de Antônio: "O, vô, dá um dinheiro para ela!"
(2) Depois do almoço, e observando alguns grãozinhos de arroz e farelos de pão embaixo da mesa, Antônio disse pra minha mãe: "Ô, vó, sua casa tá suja, hein?! Vamos telefonar pra Marlene (que é a nossa faxineira e trabalha às sextas-feiras aqui)?"
(3) Na casa do Maurício e da Mary, enquanto comíamos pizza no sábado à noite, João e Antônio iriam dormir lá, mas precisavam dos pijamas. Meu irmão, então, se dispôs a vir buscar aqui os pijamas, escova de dentes e roupa para o dia seguinte. Antônio disse: "Daqui a pouco, minha mãe vai dizer - tchau, filhos - a vó e o vô - tchau, crianças - você, olhando para a Mary - tchau, amor (jeito que a Mary se dirige ao Maurício)..." É mole? Como ele repara em tudo!!!
(4) Meu irmão Heraldo com a família estiveram em Marília rapidamente na semana passada, por conta do falecimento de nosso tio... Depois de muito tempo - mais de 2 anos! - todos os primos estavam juntos e passaram bons momentos, jogando bola e brincando juntos. Na hora de ir embora, Antônio sugeriu ao Heraldo o seguinte: "Tio, você sabe o que meu pai está fazendo? Ele foi pros EUA estudar, enquanto minha mãe e nós ficamos aqui em Marília. Por que você não vai pra São Paulo trabalhar e deixa a tia e os primos aqui em Marília?"
(5) Está última, é realmente emocionante! Expressa bem o temperamento emocional, mais afetivo, do Antônio. No dia em que meus pais receberam a notícia, por telefone, do falecimento de meu tio, eu estava na escola e eles estavam em casa com os meninos. A tristeza do momento levou ambos a chorarem juntos. Antônio, então, se aproximou de meu pai e disse: "Respira, vô. Respira fundo..." tentando ajudá-lo naquele momento difícil. E, depois, quando voltou da escola à tardinha, se achegou ao meu pai e lhe deu abraço - tudo isso espontaneamente.
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